CREA-AC participa como mediador da mesa de debate sobre as obras para copa de 2014 em Manaus.
Publicado em 16/05/2011
Rio Branco-AC, 13 de maio de 2011. Aeroportos, mobilidade urbana e estádio foram os temas principais do primeiro painel da audiência pública sobre a Copa de 2014, realizada no último dia 12 de maio, em Manaus-AM que contou com a participação do Presidente do Crea-Ac Amarildo Uchôa Pinheiro como mediador. Foi o oitavo evento do projeto “Confea/Crea em Campo”, que está promovendo debates em todas as capitais brasileiras que serão sede dos jogos da Copa do Mundo. O objetivo é alertar a população sobre a necessidade de cobrar transparência nos gastos públicos realizados para a viabilização da infraestrutura necessária e até mesmo de observar os projetos que serão executados e cobrar que eles sejam capazes de deixar um legado permanente para as cidades. O primeiro painel, intitulado “Infraestrutura”, foi mediado pelo presidente do Crea-PR, Álvaro Cabrini Júnior, e composto por três palestras – a primeira sobre o “Projeto Copa no Amazonas”, apresentada pelo arquiteto e urbanista Miguel Capobiango Neto, coordenador da Unidade Gestora do Projeto Copa em 2014 (UGP Copa) em Manaus. Segundo ele, o mapa de investimentos em infraestrutura para viabilizar a realização dos jogos em Manaus contará com recursos dos governos federal e estadual, além da iniciativa privada. Durante o painel Controle e Fiscalização, que teve como mediador o presidente do Crea-AC, Amarildo Uchôa, os coordenadores do Ethos defenderam que “os empreendimentos vão impactar na nossa qualidade de vida, por isso temos que acompanhar as obras. Temos que qualificar as informações, para que elas sejam transparentes e assegurem a integridade dessas obras. Esse é nosso propósito”, afirmaram, lembrando que para isso é necessária uma grande mobilização social. As interferências, segundo Capobiango, estão sendo pensadas como uma oportunidade de que os investimentos resultem em legado permanente para a cidade. O maior projeto, até o momento, é a “Arena da Amazônia”, localizada no centro da cidade. Ela terá capacidade para 40 mil pessoas, requer investimentos em torno de R$ 586 milhões e, atualmente, tem 39% do projeto executado e o prazo para conclusão da obra é junho de 2013, para que o estádio possa ser usado também na Copa das Confederações. Os responsáveis pelo empreendimento têm buscado a utilização de tecnologia sustentável, conceito que está presente desde a demolição do estádio Vivaldo Lima, cujas estruturas foram redirecionas para reutilização em obras de municípios menores, no interior do Estado. Além da preocupação ambiental, o projeto prevê também recursos para garantir a acessibilidade, tanto dentro do estádio como no entorno. “A arena contará com tribunas de mídias, áreas de exibição para patrocinadores, catracas para a entrada, centro de ingresso, área para as TVs e cobertura jornalista”, detalhou Capobiango. BRT Manaus A segunda palestra, ministrada pelo gerente da UGP/Prourbis, Claudemir José Andrade, tratou de questões relativas ao transporte público, especialmente no que se refere ao BRT Manaus. O BRT é um sistema de transporte de alta capacidade e baixo custo, que utiliza veículos sobre pneus, articulados ou biarticulados, que trafegam em caneletas ou vias específicas. Sua utilização vem se ampliando e a tecnologia já foi adotada em cidades brasileiras, como, por exemplo, Curitiba e Goiânia, e também em outros países, como México e Índia. Entre as vantagens desse meio de transporte estão a bilhetagem automática, os terminais e estações diferenciadas, a utilização de rede wi-fi para utilização de Internet, além da possibilidade de informar o públicos sobre os horários e a localização dos veículos. De acordo com Andrade, há uma grande atenção para a implantação do BRT, pois essa tecnologia possibilita a requalificação urbana, já que o projeto prevê ações de arborização e acessibilidade e estimula a população a utilizar o transporte público. Em Manaus, o projeto contempla corredores leste-centro e Leste-oeste, com capacidade para 25 mil passageiros. Aeroporto Eduardo Gomes Para concluir o painel, o superintendente do aeroporto internacional Eduardo Gomes, Aldecir de Oliveira Lima falou sobre reforma e ampliação do terminal de passageiros. Segundo ele, o projeto observará questões relativas à acessibilidade. Entre outras ações, haverá ampliação das vagas do estacionamento, de 672 para 2773 vagas. Haverá ainda dois níveis operacionais de embarque, espelho d’água (aquaterrários) e aumento das salas de embarque. “Haverá projetos de resgate cultural. As fechadas terão uma lateral simbolizando os rios da Amazônia”, destacou Lima. O custo da obra está estimado em R$ 228 milhões e o prazo para conclusão é de 25 meses.

